6.8.07

Marcas poderosas

Veja notícia sobre a divulgação da tradicional pesquisa das marcas mais valiosas feitas pela empresa britânica Interbrand. Quem sabe um dia veremos alguma marca brasileira.

Uma boa semana a todos.

Os segredos das marcas mais poderosas
Jornal Valor Econômico - 27/07/2007

A Starbucks iniciou sua história vendendo café em carrinhos, tal como se vendiam picolés tempos atrás. Mas conseguiu voar alto e tem mais de dez mil ao redor do mundo. O segredo? A empresa de Seattle entendeu que o consumidor buscava bem mais do que um simples café. Queria uma experiência de compra diferenciada, com um ambiente amigável e "cool". A veterana Toyota sensibilizou os fregueses ao apostar em um automóvel com forte apelo ambiental. O segredo? A montadora japonesa lançou um carro "verde", o Prius, que tem sistema híbrido - pode ser movido a gasolina ou a eletricidade. Criado pelos inventivos "meninos da Califórnia", o Google tornou-se um sinônimo de busca na internet. O segredo? Conseguiu interagir com o consumidor, oferecendo um produto eficiente e gratuito.

Colocados em prática, esses conceitos abarrotaram de dinheiro os caixas dessas empresas e, mais que isso, fizeram delas marcas bilionárias. A Starbucks está avaliada em US$ 3,6 bilhões, a Toyota em US$ 32 bilhões e o Google, US$ 17,8 bilhões. Essas informações fazem parte do mais aguardado ranking de avaliação das cem marcas mais poderosas do mundo, elaborado pela inglesa Interbrand, braço de avaliação de marcas do grupo Omnicom.

"Esse ranking passou a ser olhado praticamente por todas as empresas e se eu te contasse quantos telefonemas estamos recebendo hoje de pessoas e executivos ansiosos querendo saber em que posição estão as suas marcas, você não acreditaria", disse o presidente da Interbrand, Jez Frampton, confortavelmente sentado no escritório localizado na 5ª avenida, em Nova York. " Muitos executivos tem seus bônus atrelados ao desempenho da marca, então fazer esse ranking é uma responsabilidade enorme."

Para classificar as marcas mais valiosas, a Interbrand estabeleceu, como critério, somente avaliar empresas que tenham informações financeiras e de marketing públicas. Também utiliza relatórios de instituições financeiras como JP Morgan, Citi e Morgan Stanley.

Frampton, inglês que se divide entre os escritórios de Londres e Nova York, estava animado com o resultado da pesquisa, embora as dez mais importantes marcas do mundo não tivessem sofrido grandes alterações.

Como acontece há anos e anos, a Coca-Cola ainda está no cume do ranking e repetiu um feito ruim: desvalorizou-se em 3%, em relação a 2006, quando já havia perdido 2% em comparação com 2005. Ainda assim, a "grife" norte-americana de refrigerantes vale US$ 65,3 bilhões.

As quatro primeiras posições se mantêm inalteradas: seguidas pela Coca-Cola, estão Microsoft (US$ 58,7 bilhões), IBM (US$ 57,09 bilhões) e General Electric (US$ 51,5 bilhões). Mas, entre as "top five", apenas a Coca-Cola perdeu valor. O que, de fato, vem arranhando a empresa de Atlanta?

"As pessoas em geral estão preferindo alternativas mais saudáveis, mais leves e mais nutritivas", disse, enquanto sorvia um gole de água mineral na própria garrafa. A Coca-Cola já identificou o seu problema e, em comunicado público, no ano passado, o presidente mundial da empresa deixou claro o firme propósito da multinacional de investir em outros tipos de bebidas, que não refrigerantes. Nesse movimento, comprou no Brasil a Sucos Mais e em parceria com a sua maior engarrafadora na América Latina, a mexicana Femsa, adquiriu a Dell Vale. A empresa também vem sendo pressionada em razão da obesidade infantil.

De modo geral, alguns problemas globais se transformaram em fantasmas para algumas empresas. Mas parte delas conseguiu tirar proveito disso. A japonesa Toyota despejou suas fichas na causa ambiental e pulou da sétima para a sexta posição no ranking da Interbrand. "O motivo não foi apenas o carro, a empresa incutiu uma filosofia de preocupação e de constante busca pela eficiência", disse, destacando que a montadora gasta menos papel, menos água e menos energia.

"As últimas enchentes em Londres foram atribuídas ao aquecimento global e o consumidor atual está atento a essas questões." Soma-se a isso, ainda, o fato de a gasolina vir aumentando de preço em muitos países e os carros elétricos são mais econômicos e igualmente eficientes. De um ano para o outro a Toyota valorizou-se em 15% e hoje a marca esta "cotada" em US$ 32 bilhões.

A causa verde não é importante apenas na Toyota. Segundo Frampton, o mesmo acontece com a Ikea, varejista sueca com lojas de decoração semelhantes às brasileiras Etna e Tok&Stock, que investe, não apenas em madeiras certificadas, como na criação de uma nova mentalidade de consumo. Desde de 1999, a empresa faz um trabalho de cooperação com o "World Resources Institute" para traçar mapas das florestas naturais ainda virgens, com intuito de preserva-las. Também criou em 2001 uma bolsa para estudantes da Rússia, Polônia, Letônia e Estônia e Lituânua estudarem silvicultura no Instituto Sueco de Ciências. Iniciativas como essa fizeram a Ikea subir três degraus de 2006 para 2007: saiu da 41ª para 38ª posição, com uma valorização de 15%. A marca vale US$ 15 bilhões e é a única do seu setor presente no ranking.

Mas não basta abraçar apenas uma causa para construir uma marca valiosa. Tem que ter um tempero há mais. Pode parecer óbvio, mas como reforçou Frampton, a empresa precisa ser inventiva, trazer produtos inovadores, tratar bem o cliente, ter uma cadeia de distribuição boa e saber olhar com cuidado as suas finanças, além em de investir pesadamente em marketing e propaganda.

O Google entendeu isso e rapidamente se tornou uma estrela em ascensão. Este ano foi, de novo, a que mais brilhou no ranking. Seu valor cresceu 44%, para US$ 17,8 bilhões, subindo quatro posições. "O Google é sem dúvida um modelo de negócio bem sucedido e sua ferramenta de busca é o seu produto mais importante, mas se vier alguém com algo mais rápido e mais preciso, ele pode ter a sua posição ameaçada". O Yahoo! que até recentemente era uma marca em constante crescimento não evoluiu no ranking. Manteve-se no 55º lugar, avaliado em U$S 6,06 bilhões.

Nessa era de interação avassaladora na internet há varias alternativas de busca para quem quer pesquisar sobre um ou outro assunto. Um desses exemplos é o "Wikipédia" , um tipo de enciclopédia alimentada pelos internautas. Recentemente, foi lançado um livro nos Estados Unidos, batizado de "Wikinomics", escrito por Don Tapscott e Anthony D.Williams, que ressalta que a colaboração em massa na web pode alterar os rumos dos negócios de grandes corporações. "Lembre-se que hoje ninguém mais usa fax", afirmou, fazendo um sinal para um espaço vazio na estante de sua sala que antes hospedava um desses aparelhos.

Frampton bate na tecla de que, assim como as pessoas, as empresas precisam se adaptar a mudanças culturais. Do contrário, correm o risco da estagnação. Ford, Gap e Motorola são algumas das que perderam posições.

O McDonald's , por sua vez, conseguiu reverter o quadro negativo. A maior cadeia de fast-food do mundo alterou o seu cardápio e passou a oferecer saladas, frutas, além de ter se livrado da gordura trans. Na pesquisa deste ano subiu da 9ª para 8ª posição, com valorização de 7%. Sua marca está avaliada em US$ 29,39 bilhões.

As empresas também precisam, diz Frampton, provocar desejos constantes no consumidor. Neste caso, a Apple é, indiscutivelmente, um dos melhores exemplos. Os seus iPods "vestiram-se" de novas cores, foram apresentados em diferentes tamanhos, com ou sem tela de vídeo até chegar no festejado iPhone.

Segundo dados da pesquisa, o iPhone foi o produto mais aguardado pelos consumidores nos últimos tempos e ajudou até mesmo a revigorar as vendas do Mac, o computador da Apple. A empresa comandada por Steve Jobs tem a sua marca com valor na casa de US$ 11 bilhões, com uma alta de 21% em relação ao estudo do ano passado.

A japonesa Nintendo igualmente soube fisgar o freguês e elevou a sua posição de 51ª para 44ª, e o valor da marca é de US$ 7,7 bilhões. A chave para essa subida chama-se Wii, um jogo que vem com sensores capazes de captar os movimentos dos usuários: se for uma partida de tênis, por exemplo, o aparelho capta o movimento da "raquetada" do jogador. Tornou-se uma febre. A companhia anunciou que o Wii ajudou, em boa parte, a quintuplicar o lucro do segundo trimestre deste ano, para cerca de US$ 668 milhões.

Apesar de serem revolucionárias ou terem produtos atraentes, algumas empresas não aparecem no ranking das marcas mais valiosas da Interbrand. Não há, por exemplo, nenhuma marca brasileira, o que não quer dizer que elas não sejam conhecidas. "Há muitas candidatas brasileiras", disse, alegando conhecer as Havaianas, da São Paulo Alpargatas, cujos chinelos são usados pela sua esposa e filha. "Temos critérios de avaliação que as vezes não possibilita isso."

Para ser qualificada, a marca tem que valer mais de US$ 1 bilhão (a última colocada deste ano, por exemplo, a Hertz, de aluguel de automóveis, vale US$ 3,026 bilhões); tem que obter mais de 20% de seu faturamento fora do país de origem e, obrigatoriamente, ter suas informações financeiras públicas.

Maior empresa do mundo, o Wal-Mart não esta entre as cem, justamente porque ainda não é uma empresa totalmente global. A varejista ainda está concentrada nos Estados Unidos e sua expansão para outros países vem sendo gradual. "O mesmo acontece com empresas chinesas que são gigantes em seus países, mas não mundialmente", afirmou o executivo. Ele acredita, porém, que em pouco tempo algumas marcas "made in Brazil" estejam brilhando na constelação da Interbrand, como Itaú e Bradesco.

3.8.07

Reflexões 18

"O fracasso é uma oportunidade para começar algo novo, de forma mais inteligente.”
Henry Ford

1.8.07

Uma boa lição

Em momentos de crise, a forma como as empresas e seu líderes reagem é importantíssimo para a marca da empresa.

As expectativas em relação a uma empresa bem quista e com uma ótima marca é muito maior do que uma não tão conhecida. As ações subseqüentes aos problemas têm que ser melhores e mais eficazes. Se colocar no lugar do cliente e respeitá-lo é fundamental (apesar de parecer óbvio esse conselho, colocá-lo em prática é bem mais complicado).

Veja o exemplo abaixo do brasileiro David Neelman dono da empresa aérea norte-americana JETBLUE.


JETBLUE: Um brasileiro em apuros
Landmarketing - Edição: 428

DAVID NEELEMAN, fundador e CEO da JETBLUE nasceu na cidade de São Paulo. Com 7 anos deixou o país, retornando apenas com 19 anos, quase dois metros de altura, com um português arrastado, pele clara, olhos azuis, e em nome da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, para pregar sua religião na cidade de Campina Grande, Paraíba.

Vinte anos depois fundou a JETBLUE, que em menos de 4 anos de existência passou a ser uma das empresas da aviação comercial mais admirada pelos americanos e o sucesso foi-se traduzindo nos números dos balanços, cada vez mais azuis. E tudo corria às mil maravilhas não fosse um pequeno acidente de percurso.

14 de fevereiro de 2007, “Valentine's Day” – Dia dos Namorados; uma camada de gelo de duas polegadas cobre a pista do Aeroporto JFK (New York). Mais de mil cancelamentos. Mas, a JETBLUE decide mandar um de seus aviões para a pista, na certeza que conseguiria decolar, e não consegue. Durante 11 horas o avião, lotado, permanece estacionado na cabeceira da pista. Passageiros se comunicando por celular com seus familiares, imprensa cobrindo o drama minuto a minuto, equipamentos aeroportuários de resgate também inoperantes porque congelados, em síntese, crise instalada.

Em seus 7 anos de existência a JETBLUE construiu uma imagem de empresa moderna. Converteu-se na queridinha da mídia e dos passageiros. Oferecia muito mais por muito menos, devidamente aditivado com doses generosas de atenções e simpatia. E naquele 14 de fevereiro, tomou, simplesmente, a mais arriscada e equivocada das decisões. Uma bravata. Um infantil desafio à natureza.

11 horas depois, sãos e salvos, mas exaustos, os passageiros desembarcam, e a JETBLUE vira piada nos principais noticiários da TV americana.

O missionário brasileiro, DAVID, chamou toda a responsabilidade para si. Deu a cara para bater. Durante quinze dias, praticamente sem dormir, peregrinou por toda a mídia americana, assumindo a culpa, e encarecendo pela compreensão dos americanos, se desculpando, e garantindo que tinham aprendido com o erro. Ressarcindo todos os passageiros presentes no fatídico vôo, e reconfortando suas famílias. E prometendo que fato semelhante jamais voltaria a acontecer.

Dentre outras afirmações que fez à imprensa, em seu calvário na busca do perdão, DAVID dizia, “De queridinha da mídia durante anos, em questão de horas nos convertemos em piada nos programas de TV. Muitos hoje me criticam por ter sido exaustivo em meus pedidos de desculpas. Não podia fazer diferente. Só me sentiria confortável em voltar a olhar nos olhos de nossos clientes se assumisse a culpa. Quando você erra não existe nada mais a ser feito do que reconhecer a culpa e pedir uma nova oportunidade. Foi o que fiz”.

De certa forma, situação semelhante ocorreu no mesmo período com outras empresas americanas. Mas a decepção concentrou-se na JETBLUE pela qualidade da imagem construída em poucos anos de existência. Foi uma tremenda decepção. De alguma forma, os americanos esperavam isso das outras, mas jamais da JETBLUE.

Durante semanas, no YOUTUBE, um vídeo com DAVID NEELEMAN, e que bateu recorde de acessos, perguntava aos internautas: “Será que vamos merecer seu perdão?”

E nas semanas seguintes, e diante da postura de DAVID, muitos clientes foram para seus blogs na internet e saíram em defesa da companhia. Um mês depois, a imagem estava recuperada. 90 dias depois retomava sua condição de “queridinha” da mídia e dos americanos.

Uma lição histórica de GESTÃO DE CRISES. O jeitinho brasileiro, mesmo tendo vivido poucos anos no Brasil depois que aqui nasceu, mais o aprendizado como missionário, foram decisivos na rápida ação de DAVID. Fez do limão, uma limonada; identificou, na crise, uma oportunidade. E não vacilou um momento sequer.

30.7.07

Espantando os clientes?

Segue texto interessante da Peppers & Rogers, consultoria conhcida pelas idéias de Marketing 1 to 1.

Você está cometendo algum erro apontado na pesquisa abaixo, no seu negócio?

Como espantar os clientes no varejo
Fonte:
http://www.1to1.com.br

Quando o cliente de varejo passa por uma experiência fria e impessoal, o sucesso da empresa pode ficar comprometido. E, na maior parte das vezes, isso ocorre devido a problemas no atendimento.

Dificuldade para encontrar um vendedor, atendimento rude e longas filas no caixa foram as três principais causas de insatisfação entre os consumidores americanos, de acordo com o recente estudo "Shoppers at Risk: Retail Dissatisfaction" (Consumidores em Risco: Insatisfação no Varejo), conduzido pela Wharton School of Business, da Universidade da Pensilvânia, e a consultoria The Verde Group.

Relacionamento com clientes no varejo

O estudo, baseado em entrevistas com 1.000 consumidores que freqüentam lojas físicas (lojas convencionais, não virtuais), contém insights sobre o serviço de atendimento e as características que atraem ou “espantam” os clientes. Por exemplo: a idade faz diferença. “Quanto mais jovem você for, mais problemas você tende a encontrar”, observa Paula Courtney, CEO do Verde Group.

Segundo a pesquisa, os consumidores com idade entre 18 e 29 anos têm uma probabilidade 66 por cento maior de encontrar problemas em lojas de varejo do que os clientes com mais de 65 anos. As dificuldades mais comuns, enfrentadas pelos consumidores jovens, incluem vendedores que os ignoram, atendentes mais interessados em vender do que em oferecer a ajuda necessária, vendedores com pouco conhecimento sobre o produto e desorganização na disposição dos produtos, tornando difícil a sua localização.

A pesquisa, descrita por Courtney como um “termômetro” das principais causas de insatisfação dos consumidores de varejo, identificou diversos outros pontos interessantes e focos de descontentamento. A seguir, destacamos alguns deles:

Consumidores abandonados vão embora

A fidelidade corre um risco maior, segundo Courtney, quando os consumidores não conseguem encontrar um vendedor na loja. Esse é um grande problema, pois 33 por cento dos entrevistados que enfrentaram alguma dificuldade no varejo disseram que não foi possível achar um vendedor, quando precisaram de ajuda. O estudo vai além, indicando que 6 por cento de todos os consumidores que freqüentam lojas físicas são perdidos para a concorrência, simplesmente porque não encontraram um vendedor disponível.

Notícias ruins se espalham rápido

Um terço dos consumidores que passam por uma experiência ruim contarão o incidente a mais quatro pessoas. Cinqüenta por cento dos respondentes decidiram não visitar determinada loja, nos últimos 12 meses, porque souberam da experiência negativa de outra pessoa com aquela loja.

Problemas no atendimento são encarados como ofensa pessoal

As notícias sobre uma experiência negativa, em uma loja de varejo, tendem a se espalhar mais quando estão relacionadas a problemas com vendedores. A pesquisa mostra que os clientes são 50 por cento mais propensos a divulgar histórias que envolvem dificuldades com vendedores do que sobre outros itens, como a desorganização das prateleiras, por exemplo.

Mulheres valorizam o conhecimento

Enquanto homens e mulheres demonstraram opiniões semelhantes em relação à maioria das categorias de insatisfação, a falta de conhecimento dos vendedores sobre os produtos incomodou bem mais às mulheres, diz Courtney.

Resolvendo o problema

De acordo com Courtney, bons vendedores podem melhorar a satisfação do consumidor. O estudo apresenta quatro categorias de vendedores que, quando estão presentes na loja, podem reduzir grande parte das causas de reclamações e aumentar o número de visitas ao estabelecimento:

1) Educador: conhece os produtos da loja e ajuda os clientes a encontrá-los;
2) Social: está disponível, é amigável e demonstra interesse em ajudar;
3) Despachado: faz com que o cliente gaste pouco tempo para comprar ou fazer o pagamento;
4) Autêntico: tem um verdadeiro interesse pelas necessidades e preferências o cliente – mesmo que para atendê-las ele precise abrir mão de uma venda.

Esses protótipos de vendedores, na verdade, representam competências. O estudo conclui que um vendedor bem sucedido apresenta equilíbrio entre as habilidades dos quatro grupos de competências.

Ao estimular o desenvolvimento dessas habilidades nos vendedores, as empresas de varejo podem diminuir drasticamente os problemas com o pessoal, que afugentam consumidores e seus amigos. Com um melhor serviço, as empresas podem oferecer, também, uma melhor experiência ao cliente.

27.7.07

Reflexões 17

"Há três coisas que nunca voltam atrás: a palavra proferida, a flecha desferida e a oportunidade perdida.”
Provérbio chinês

25.7.07

Fast Cities 2007

A revista norte-americana Fast Company publicou semana passada um ranking denominado The 30 Fastest Cities in The World. De acordo com a revista, sãos os lugares perfeitos para "transplantar nós mesmos e nossos negócios". Destaque para Curitiba, única cidade brasileira em toda a relação, que se destacou por ser uma Urban Innovator (algo como Inovadora Urbana).

Para ver a lista das cidades, clique na imagem abaixo para ampliá-la ou acesse o site da revista Fast Company clicando aqui.

23.7.07

Inovação no Brasil

O texto abaixo apresenta os resultados de uma pesquisa sobre Inovação realizada no Brasil. Vocês verão quais são os principais obstáculos que dificultam a implementação de um processo de inovação no ponto de vista de 89 executivos brasileiros.

Achei interessante porque o artigo mostra uma perspectiva nacional sobre esse assunto tão em voga hoje no mundo.

Espero que gostem.

O nó da inovação
Revista Exame Edição 896 - 28.06.2007

Pesquisa exclusiva EXAME/Itelogy com presidentes de empresas brasileiras mostra por que a capacidade de inovar ainda é rara no país.

Inovação. Eis a nova obsessão das empresas. E seria ótimo - para acionistas, clientes, consumidores e para os próprios executivos - que isso fosse mais prática do que discurso. Conseguir reinventar produtos, serviços ou o próprio jeito de fazer negócios é uma cobrança agora tão comum quanto a pressão pelo aumento de vendas e lucros a cada trimestre. O caminho da salvação é o mesmo em qualquer lugar do planeta - e por aqui não é diferente. Uma pesquisa exclusiva realizada por EXAME em parceria com a consultoria de gestão Itelogy com presidentes de 89 grandes empresas brasileiras mostrou que a maioria deles considera a inovação decisiva para o crescimento das companhias que comandam nos próximos três anos. Na prática, porém, elas ainda estão distantes de transformar desejo em realidade. Pouco mais de um quarto dos entrevistados está satisfeito com o atual processo de análise e seleção de idéias em suas empresas e 38% deles nem sequer conhecem os impactos das inovações nos resultados dos negócios. Segundo esses executivos, uma miríade de obstáculos impede que as companhias, de fato, consigam inovar. "A busca pelo novo é algo que ainda se perde dentro da estrutura das corporações", diz Ricardo Maddalena, sócio da Itelogy.

A complexidade operacional (leia-se burocracia) das próprias organizações aparece como o principal empecilho desse processo - superando itens como dificuldade em obter financiamento e aversão ao risco. A explicação é que, embora as grandes empresas entendam a necessidade de inovar, a maneira como estão estruturadas acaba emperrando o trânsito de novas idéias. Para a maioria dos empresários e executivos, tocar o dia-a-dia e levar adiante novos projetos simultaneamente acaba sendo algo quase inexeqüível. Esse é justamente um dos nós mais difíceis e importantes para desatar. Segundo Clayton Christensen, um dos maiores especialistas em inovação do mundo e professor da Harvard Business School, as empresas inovadoras têm de ser capazes de caminhar adiante e -- ao mesmo tempo - mudar constantemente. "A vasta maioria das empresas é eficiente apenas para inovar modelos de negócios já existentes. Poucas conseguem criar mercados completamente novos", diz Christensen.

BOA PARTE DAS TENTATIVAS morre na área comercial. Como os profissionais da área de vendas em geral são cobrados pelo resultado no curto prazo, eles tendem a centrar esforços nos produtos e serviços que tradicionalmente geram mais receita - e não nas novidades que podem garantir o futuro da companhia em alguns anos. "Essa é a regra do jogo", afirma Benedito Fayan, diretor de inovação estratégica da Telefônica na América Latina. Para tentar escapar dessa armadilha, a solução desenvolvida pela Telefônica (ainda inédita em outros países) foi separar o desenvolvimento de novos negócios do restante da operação. Há dois meses, a companhia criou uma incubadora. Ali estão os projetos que já passaram pela fase inicial de testes e se mostraram viáveis, mas que ainda apresentam pouco faturamento. A idéia é que eles fiquem no máximo dois anos nessa redoma, tempo suficiente para se tornarem atrativos para a equipe comercial. Nesse período, uma equipe específica de vendedores, com metas e remuneração atreladas ao desempenho do novo produto ou serviço, assume o projeto. Por enquanto, a empresa tem apenas um projeto incubado (sobre o qual não revela detalhes), mas até o final deste ano outros dois devem ser incorporados.

A conclusão de que seria preciso criar uma estrutura independente surgiu alguns meses depois da criação da diretoria, comandada por Fayan, no início de 2006. Ele responde diretamente ao presidente da Telefônica e administra um orçamento próprio, que para este ano é de 30 milhões de reais. "O plano de negócios de um projeto de inovação tem de ser analisado com critérios específicos", afirma Fayan. Segundo ele, costuma-se cobrar desses planos projeções de mercado para os cinco anos seguintes, a exemplo dos projetos tradicionais. Mas é impossível apresentar esses números num estágio tão embrionário. "Nessa fase, o que é preciso saber é se o produto, ou serviço, pode ser vendido ao consumidor com lucro. A escala dessa venda ainda não é relevante", diz. Obter a verba necessária para fazer as novas idéias vingarem também é outra batalha. Os testes de mercado de um projeto novo podem custar até dez vezes mais do que o de outro tradicional. Para piorar, a chance real de uma nova idéia vingar é baixa. Numa projeção otimista, de cada dez, apenas dois ou três projetos chegarão ao mercado - e, mesmo assim, sem garantia de sucesso.

Para selecionar em quais projetos vale a pena investir, é preciso ter gente qualificada e que entenda de mercado - outro nó apontado pela pesquisa. "Toda idéia necessita, desde o início, ter uma finalidade clara", afirma Márcio Utsch, presidente da Alpargatas. Para ele, encontrar profissionais capazes de aliar capacidade inventiva a conhecimento do negócio, inclusive da parte financeira, é uma das maiores dificuldades. Há dois anos, a Alpargatas inaugurou um centro de pesquisa na cidade gaúcha de São Leopoldo, onde todos os calçados, antes de entrar na fase de protótipo, passaram a ser desenvolvidos virtualmente, em imagens de três dimensões. "Isso nos faz ganhar tempo e economizar dinheiro", diz Utsch. O processo poderia estar ainda mais acelerado se a Alpargatas conseguisse encontrar mais gente para trabalhar no centro de pesquisa. Até agora a empresa não conseguiu preencher todas as 150 vagas previstas para o laboratório. Atualmente há cerca de 30 cargos pendentes.

PARA TRANSFORMAR IDÉIAS EM AÇÕES concretas - e driblar a falta de gente especializada em inovação -, uma saída apontada por especialistas é formar equipes multidisciplinares. A distribuidora de energia Ampla, que atua no Rio de Janeiro, é uma das empresas que apostam nessa fórmula para encurtar a distância entre as sugestões de novos negócios, feitas pelos funcionários, e sua efetiva implementação. "O time multidisciplinar evita que uma boa sugestão seja abandonada porque foi parar na mão de alguém que não sabia o que fazer com ela", diz Marcelo Llévenes, presidente da espanhola Endesa, controladora da Ampla. Antes de montar essa equipe na Ampla, no final de 2005, a companhia tinha um programa tradicional, que premiava as melhores idéias dos funcionários. Apenas 18% delas eram implantadas. Agora, esse percentual é de 39%. A expectativa é que, neste ano, as inovações gerem um faturamento extra de 4,5 milhões de reais para a Ampla - ante um investimento de 700 000 reais nesses novos projetos. Entre as sugestões já aplicadas está a parceria com uma farmácia 24 horas na periferia da cidade de São Gonçalo para pagamento de contas. A iniciativa é um projeto piloto que em breve deve ser ampliado.

Promover inovação genuína requer antes de mais nada determinação e consistência. A americana Sun Microsystems, apontada nos anos 80 e 90 como um fenômeno equivalente ao do Google hoje, esteve à beira da falência logo após o estouro da bolha de tecnologia, em 2001. A baixa do mercado simplesmente afugentou seus clientes. Suas ações, que haviam batido o pico de 60 dólares, caíram para irrisórios 3 dólares. Hoje, o valor ainda está em torno de 5 dólares, mas os analistas agora se dizem otimistas. O motivo é o anúncio, no final do ano passado, do projeto de um servidor de grande porte, batizado de Blackbox. Sua criação só foi possível porque, a despeito da cobrança dos investidores por cortes radicais de custos, a Sun manteve os mesmos níveis de investimento em pesquisa que empresas saudáveis como a Intel e a Microsoft - algo em torno de 15% do faturamento. Embora ainda seja prematuro avaliar se o Blackbox terá condições de levar as ações da Sun de volta às alturas, o fato de buscar um caminho genuinamente novo para seus produtos indica que agora pelo menos há uma possibilidade real de recuperação. "Só se obtém inovação efetiva com visão de longo prazo, investimentos e tolerância ao erro", afirmou a EXAME Thomas Davenport, professor de gestão do Babson College, em Boston, considerada a mais conceituada escola de empreendedorismo do mundo. O futuro da Sun vai mostrar se a empresa conseguiu, de fato, transformar uma idéia aparentemente boa em uma realidade melhor.

Onde está o problema

Pesquisa EXAME/Itelogy com 89 executivos brasileiros mostra que a inovação deveria ser o fator prioritário de crescimento de suas empresas...
54% novos produtos e serviços
40% novos canais de vendas
39% melhoria operacional
17% expansão geográfica
38% outros

...mas uma série de obstáculos pode dificultar sua implementação(1)
48% complexidade operacional
47% complexidade comercial
35% entendimento do mercado
20% falta de financiamento
20% aversão ao risco
(1) Múltiplas respostas
Fonte: Pesquisa EXAME/Itelogy

18.7.07

A decisão por omissão

Ricardo Semler talvez seja um dos empresários brasileiros mais conhecidos e influentes no exterior. Sua forma de pensar e colocar na prática (na sua empresa Semco) é no mínimo, vamos dizer, incomum.

Abaixo, segue um ponto de vista interessante sobre decisão.


A decisão por omissão
Fonte: Revista Exame Edição 889 - Março 2007

"Os líderes em geral são muito bons em supervalorizar seus acertos e reduzir o efeito de seus erros. E esse é um jogo que não me interessa. Cada vez mais acredito num processo que iniciei há 25 anos -- a decisão por omissão. Existem seis funcionários da empresa com procuração para assinar qualquer coisa em meu nome, tanto questões pessoais como profissionais. São pessoas nas quais tenho total confiança e que trabalham comigo há muitos anos. Quero que o processo de decisão esteja espalhado por toda a empresa. Isso porque a capacidade de qualquer um decidir sozinho é muito limitada -- e, assim, também conseguimos certa blindagem contra o personalismo. Recentemente, o grupo entrou num negócio agrícola sobre o qual eu tinha algumas reservas. Quando fui ver, já estava pronto. Simplesmente não fui consultado sobre vários aspectos do negócio. Ao longo da história da Semco, muita coisa que eu não teria feito já deu errado, mas muitas outras deram certo. Nesse balanço, os acertos têm ficado à frente, e assim o grupo cresceu continuamente nas últimas duas décadas.

Acredito que o excesso de controle e planejamento seja apenas ilusão de ótica. Por isso, só colocamos no papel o planejamento para os próximos seis meses. É o limite máximo do que se pode enxergar. Claro que pensamos muito sobre as possibilidades para o futuro. Mas colocar no papel pode levar a uma seqüência de cegueiras. Lá na frente alguém vai querer pôr aquilo em prática só porque estava no papel. Normalmente os executivos iniciam reuniões com a ata da anterior e dizem: 'Agora vamos em frente'. E vão em frente até o penhasco. Estamos constantemente questionando decisões mesmo aquelas que muitos já dão por resolvidas há muito tempo.

Ricardo Semler
Controlador do grupo Semco e autor dos livros Virando a Própria Mesa e Você Está Louco! — Uma Vida Administrada de Outra Forma

16.7.07

Nesse mundo nada se cria...

Nas últimas décadas observamos no mundo dos negócios um aumento incrível da velocidade das mudanças. Novos produtos substituem os não tão antigos assim. Vantagens competitivas são rapidamente destruídas pela concorrência. Modelos de negocios são copiados. Com a globalização, a escala dessas mudanças acontece em nível global. Países copiam países.
No vídeo abaixo, segue um exemplo dessa idéia de globalização e cópia. Uma versão indiana e divertida da continuação do vídeo clipe Thriller de Michel Jackson. Nesse mundo nada se cria, tudo se copia e se aperfeiçoa. Menos nesse caso.
Boa semana a todos.

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